The Sun Green Hills
Conversas de café e outros devaneios...
Contribuidores
Segunda-feira, Junho 15, 2009
Sábado, Março 01, 2008
Terça-feira, Fevereiro 12, 2008
Amnistia Internacional
Só por curiosidade: o Estado espanhol proibiu a emissão deste spot publicitário e qualquer canal televisivo que o transmita será alvo de processo judicial. Porquê? É considerado partidário não assumindo, por isso, carácter de interesse público.
Quinta-feira, Janeiro 24, 2008
Segunda-feira, Janeiro 14, 2008
Sexta-feira, Dezembro 28, 2007
Grunge

Penso -sim, penso que sim- que um dia toda a gente acaba por ver concretizado o que de mais importante se sonha. Não sei quando, se amanhã ou depois, ou no fim, lá no último momento onde se fala de uma retrospectiva corrida num ápice, uma vista geral extremamente rápida e sumariada, mas bem sumariada, daquilo a que se tem como sendo o momento que antecede a morte. E importa dizer mais. Deve dizer-se que a morte não é o fim mas antes o remate. Deve dizer-se que toda a nossa condição tem por princípio o desfecho e que, como o princípio existe, existirá o respectivo fim. Apesar de ser um tema que pouco tempo nos deve roubar (aqui), quando o contexto assim o intima, pois que seja trazido à mesa, à luz das ideias, ao nosso mundo, e que ele se manifeste mostrando as faces. Seja como for acredito que a recordação de uma praia é um mundo por explorar e ficcionar. Mas para se chegar aqui terá de se ter estado já na dita praia.
Eu acredito, sinceramente, que esse tal concretizar de uns nossos sonhos possa acontecer a qualquer momento, nem que seja o momento que antecede a morte. E assim corre o sangue nas veias e as emoções, que elas correm em nós e nos sonhos que nós sonhamos- Às vezes mundos de tamanhos gigantes apresentam-se-nos certos e a durar um só instante, um só momento.
Terça-feira, Dezembro 18, 2007
O eco de um Sermão
Estava frio, as folhas já caíram -as que tinham que cair- e as ervas, as poucas ervas que permanecem, agora tão saturadas das geadas são amarelas e caídas, sendo o seu amanhã ou um enterro lento ao passo dos sóis e das luas, ou um regresso difícil, feito de persistência e vontade, à côr e à luz mais alta.

A água dessa ribeira corre tímida, calma, na sombra do meio-dia e parece não ter fim o seu sermão, entretendo os peixes, e os peixes entretendo o sermão, e as avencas, essas que purificam a água, assim sentenciam os mais velhos, e os pássaros e as árvores todas. Todos ouvem o monólogo. É uma voz que toma conta de quem a quer ouvir, e todos querem, e de todos ela toma conta. Ora letargia e surdez, ora crença cega -outros diriam, natural- nessa temática dos movimentos de vida, é uma escolha.
São horas de o sol se pôr, mas hoje tarda em fazê-lo. É contra a lei natural das coisas não o ter feito já. Reflecte-se isso enquanto a água corre, e no regresso a casa com o sol bem lá no alto e de lanterna apontada para o chão, que os carreiros guardam altas pedras e fundos buracos e largos regos que a chuva cava às vezes.
Quinta-feira, Dezembro 13, 2007
Domingo, Dezembro 09, 2007
Carta aos Anciãos (ll)

Se por algum acaso me tivessem dito hoje que as árvores são igualmente belas tanto de viçosa folhagem, como de tronto, ramos e galhos, e agora castanhas, eu comentaria em poucas palavras concordando. Diria apenas que elas não têm de ter um aspecto ou até um estado mais conveniente. As árvores serão sempre o resultado de todo o seu eu e das suas respectivas fases, ou das simbioses que as juntam para formar o que elas são, serão, e já foram. É que, faz-lhes bem que o vento as envolva e as liberte das folhas mortas. E assim, elas mudam com as estações, e nem as estações se faziam sem elas e as suas espantosas mudanças.
As árvores são sempre belas, mas sei que digo tudo isto apenas por gostar muito, mas mesmo muito, delas.
Segunda-feira, Novembro 26, 2007
Outono cheio para todos!!!

Uma náusea lunar “abate-se-nos “.
Nos corpos frios,
as almas em ponto de fogo exaltam-se.
Ao sabor do vinho,
gritam ao redor e a todos,
por vezes em silêncio surdo...
Voam para longe, longe, longe,
pelos céus, ou algo, ou alguém...
A Luz, essa,
funde-se no (es)fumo musical,
de modo “inclaro” e penetrante...
“Outono cheio para todos!”
parece ouvir-se a par de um fado desgarrado e
(o) Bem-vindo e ficando “até já”...
Nos corpos frios,
as almas em ponto de fogo exaltam-se.
Ao sabor do vinho,
gritam ao redor e a todos,
por vezes em silêncio surdo...
Voam para longe, longe, longe,
pelos céus, ou algo, ou alguém...
A Luz, essa,
funde-se no (es)fumo musical,
de modo “inclaro” e penetrante...
“Outono cheio para todos!”
parece ouvir-se a par de um fado desgarrado e
(o) Bem-vindo e ficando “até já”...
Sábado, Novembro 24, 2007
O carreiro de formigas

Parado pelo sinal vermelho espero paciente no meio de uma avenida, onde o trânsito massivo leva toda a gente para casa. Os sons que nos chegam de outras partes da cidade, de outras avenidas, ecoa, trespassa-nos e segue para todos os lados enfranquecento à medida que a distância cresce. Os carros ganham vida própria sendo de notar a idiossincrasia dos mesmos. Uns mais agressivos outros de cristalina alma, seguem, param, esperneiam, espreguissam-se, resmungam, conversam uns com os outros, chegam a tocar-se e beijam-se - assim, melosamente, alguns despoetizam. Será como um carreiro de formigas, tem de se olhar bem de perto e atentamente para que se possa verificar a diversidade de situações que um carreiro compreende e que cada formiga não é igual a outra, não que uma ande de bigode e outra não, mas sim pelo caminho que cada uma pisa muito levemente ou pelo número de camaradas que cada uma se dispõe a cumprimentar.
O sinal permanece vermelho. Agora, ouço com mais atenção o rugir grave desse ser social que o trânsito é, e noto com clareza nas centenas de luzes em movimento e em todo o peso sonoro a elas associadas. Aí, nota-se em cada um dos indivíduos, em cada roda, em cada palavra, em cada cor esmorecida, em cada focar e desfocar, em cada aproximação ou distanciamento calculado. Depois, passados uns segundos, eis que chega de novo o outro distanciamento, o do dia-a-dia, o seco, e com ele uma certeza quase inquestionável de que jamais iria conseguir ouvir o rugir de um carreiro de formigas.
O sinal estava verde e lembro-me de falar comigo e dizer: "Foda-se, finalmente!" e segui, passo firme, fininho, que a andar também se pensa.
Terça-feira, Novembro 13, 2007
Segunda-feira, Novembro 05, 2007
Quarta-feira, Outubro 31, 2007
Ensaio de garagem . jam word session

Definitivamente… jazz!
Falando de um sentimento interpretativo, possível e pessoal, uma cadeia de raciocínios inspirados surgiram de um leigo das vertentes teórico-práticas da música.
Perante uma performance jam session, encimada por abóbadas e arcadas (pavimento de madeira maciça, amaciado pelo tempo e vida), como recorrentemente, senti o Jazz por mim a dentro, contagiando-me na totalidade sensitiva, passando simultaneamente da alma aos pés, que não paravam, inconscientemente (?), de procurar acompanhar o ritmo imposto pelas emoções e pelo desfruto dos intérpretes…
Caí, então, na ingrata discussão para comigo próprio acerca da dicotomia Fado - Jazz, se comparável, e claro que sim pois tudo é relativo!? E porque só poderei divagar, e preferencialmente por sensações, transpus analogicamente para a arte da vivência quotidiana o pensamento do que seria agir, ou melhor, actuar, em modo Fado ou Jazz, e não pude deixar de constatar relevantes distinções espirituais.
Desde já ressalvar que o faço com o máximo respeito pelo fruto da cultura portuguesa, até porque, embora não originalmente (também sim!) se produz Jazz de enorme qualidade em Portugal, mais, os americanos (a titulo de exemplo fácil) cantam fado?
Defendido e pós esta introdução improvisada, prossigo de forma pragmaticamente sub/objectiva:
Fado, memória, tristeza (generalizando), “destino”, saudade, inoperância, dor, consciência, baixo ritmo, cordas.
Jazz, improviso, momento, futuro, ritmo alto, sorriso, resolução imediata de obstáculos “compositivos”, sopro, piano, bater pé e palmas, todas as cores, estalos de dedos, qualquer roupa, pró-activo, “informal”.
Desta forma, se puder escolher, quero Jazz “por mim dentro”, de preferência, sem palavras…
Falando de um sentimento interpretativo, possível e pessoal, uma cadeia de raciocínios inspirados surgiram de um leigo das vertentes teórico-práticas da música.
Perante uma performance jam session, encimada por abóbadas e arcadas (pavimento de madeira maciça, amaciado pelo tempo e vida), como recorrentemente, senti o Jazz por mim a dentro, contagiando-me na totalidade sensitiva, passando simultaneamente da alma aos pés, que não paravam, inconscientemente (?), de procurar acompanhar o ritmo imposto pelas emoções e pelo desfruto dos intérpretes…
Caí, então, na ingrata discussão para comigo próprio acerca da dicotomia Fado - Jazz, se comparável, e claro que sim pois tudo é relativo!? E porque só poderei divagar, e preferencialmente por sensações, transpus analogicamente para a arte da vivência quotidiana o pensamento do que seria agir, ou melhor, actuar, em modo Fado ou Jazz, e não pude deixar de constatar relevantes distinções espirituais.
Desde já ressalvar que o faço com o máximo respeito pelo fruto da cultura portuguesa, até porque, embora não originalmente (também sim!) se produz Jazz de enorme qualidade em Portugal, mais, os americanos (a titulo de exemplo fácil) cantam fado?
Defendido e pós esta introdução improvisada, prossigo de forma pragmaticamente sub/objectiva:
Fado, memória, tristeza (generalizando), “destino”, saudade, inoperância, dor, consciência, baixo ritmo, cordas.
Jazz, improviso, momento, futuro, ritmo alto, sorriso, resolução imediata de obstáculos “compositivos”, sopro, piano, bater pé e palmas, todas as cores, estalos de dedos, qualquer roupa, pró-activo, “informal”.
Desta forma, se puder escolher, quero Jazz “por mim dentro”, de preferência, sem palavras…
Domingo, Outubro 28, 2007
Terça-feira, Setembro 25, 2007
KataLà SuperStar
A veure si coneixeu el noi amb la gorra en aquest anunci televisiu que passa a la TV3!! ;)
Sábado, Setembro 22, 2007
Segunda-feira, Setembro 17, 2007
Bússolas viradas a Norte
Próximo destino é certo. Aceitam-se inscrições... é pôr a mochila às costas quanto antes!
Sexta-feira, Setembro 14, 2007
Seguir viagem (dentro)
Já lá vão uns quantos anos desde que soou pela primeira vez o aviso de que o comboio ia partir. Até então, o destino fora sempre previsto: alicerçado pelas jamais ultrapassadas construções do passado, o futuro projectava-se numas poucas ruas já imaginadas, embora nunca até à exaustão. No dia da partida, detive-me na estação de origem e fixei-me no horizonte por onde iriam desaparecer as minhas carruagens num misto de alegria e receio. Sabia que quando vacilasse, quereria concentrar-me no sabor único que tem a aventura.
Antes de seguir caminho, meditei em como os lugares de onde supostamente venho, e sou, sofreriam as suas próprias mutações, que incompatibilizadas com as minhas me fariam não mais pertencer a esse espaço. E a esse tempo. Por outro lado, agarrei-me com firmeza às incertezas do trajecto que decidi percorrer. Sabia bem o quanto podia abanar o barco mas também acredito que só àqueles que têm unhas é concedida a arte de tocar guitarra.

Ao longo da viagem, vou passando por 1001 sítios e em cada um deles me cruzo com outras tantas caras e outras tantas coroas. Já me senti identificado com a essência dos mais recônditos dos cantos e até nas grandes multidões encontrei incomparáveis sorrisos, assim como infindáveis solidões. À minha volta tudo gira a uma velocidade estonteante enquanto, dentro de mim, encontro nessa mesma dinâmica a constância da minha vibrante estabilidade. Reajo metendo as mãos nos bolsos e pensando em como a vida é um sentimento experimentado por todos aqueles que amam a existência e lutam por a fazer viver.
Cada vez que chego a uma nova estação vislumbro muitas outras linhas, paragens e praças como boas alternativas a explorar. Em cada uma destas estações que paro penso em não seguir viagem (fora) e aprender também na moderação dos costumes diários.

E enquanto espero pelos próximos passos, são poucos aqueles que, comigo, repetem a partilha dos bancos onde pacientemente me vou sentando. Por vezes, também saboreio beijos abruptamente acabados por um inflexível horário de um qualquer relógio. É nestes (des)encontros que percebo que, no final de contas, as minhas estações de destino são os meus novos pontos de partida. É aqui que assumo que não estou numa aventura pois sou eu a própria aventura, seja ela feita cruzando carris, seja ela feita na rotina das ruas em frente à primeira de todas as estações.
Entretanto, uma voz desconhecida soa no ar dizendo: “Próxima estación: Esperanza!”
Antes de seguir caminho, meditei em como os lugares de onde supostamente venho, e sou, sofreriam as suas próprias mutações, que incompatibilizadas com as minhas me fariam não mais pertencer a esse espaço. E a esse tempo. Por outro lado, agarrei-me com firmeza às incertezas do trajecto que decidi percorrer. Sabia bem o quanto podia abanar o barco mas também acredito que só àqueles que têm unhas é concedida a arte de tocar guitarra.

Ao longo da viagem, vou passando por 1001 sítios e em cada um deles me cruzo com outras tantas caras e outras tantas coroas. Já me senti identificado com a essência dos mais recônditos dos cantos e até nas grandes multidões encontrei incomparáveis sorrisos, assim como infindáveis solidões. À minha volta tudo gira a uma velocidade estonteante enquanto, dentro de mim, encontro nessa mesma dinâmica a constância da minha vibrante estabilidade. Reajo metendo as mãos nos bolsos e pensando em como a vida é um sentimento experimentado por todos aqueles que amam a existência e lutam por a fazer viver.
Cada vez que chego a uma nova estação vislumbro muitas outras linhas, paragens e praças como boas alternativas a explorar. Em cada uma destas estações que paro penso em não seguir viagem (fora) e aprender também na moderação dos costumes diários.

E enquanto espero pelos próximos passos, são poucos aqueles que, comigo, repetem a partilha dos bancos onde pacientemente me vou sentando. Por vezes, também saboreio beijos abruptamente acabados por um inflexível horário de um qualquer relógio. É nestes (des)encontros que percebo que, no final de contas, as minhas estações de destino são os meus novos pontos de partida. É aqui que assumo que não estou numa aventura pois sou eu a própria aventura, seja ela feita cruzando carris, seja ela feita na rotina das ruas em frente à primeira de todas as estações.
Entretanto, uma voz desconhecida soa no ar dizendo: “Próxima estación: Esperanza!”
Segunda-feira, Setembro 03, 2007
Coxos . 22/08/07 . aprox 18 horas . Surface to Air to air

Emaranhado de Condição, confuso, incompreendido, escuro…
Ó anti-Ser, que pensas?
Ouve ao longe as crianças sorrir, olha as gaivotas que se projectam sob a liberdade, sente as pessoas que de bem te querem, salta, pula, o Sol volta a iluminar e o vento dança com seus raios, acariciando-nos…
Busca de novo a disponibilidade à Paz.
Sorri.
Interpreta a sombra como o reflexo de vida passada, ao mesmo tempo, sente-a quente e aconchegada, como tecidos de veludo se enrolam em seda e linho…
Deixa o sorriso das (tais) crianças serem teus!
(e o Mar não se zanga, o Mar celebra-te)
Ai como o controlo sobre ti próprio é alcançável (!?!??!).
Superaste sobre grãos de areia que permanecerão.
Voas com o som quente da máquina fria da cabeça do Homem…
Abraça-te como nunca, respira…
(e daqui a momentos?)
Ó anti-Ser, que pensas?
Ouve ao longe as crianças sorrir, olha as gaivotas que se projectam sob a liberdade, sente as pessoas que de bem te querem, salta, pula, o Sol volta a iluminar e o vento dança com seus raios, acariciando-nos…
Busca de novo a disponibilidade à Paz.
Sorri.
Interpreta a sombra como o reflexo de vida passada, ao mesmo tempo, sente-a quente e aconchegada, como tecidos de veludo se enrolam em seda e linho…
Deixa o sorriso das (tais) crianças serem teus!
(e o Mar não se zanga, o Mar celebra-te)
Ai como o controlo sobre ti próprio é alcançável (!?!??!).
Superaste sobre grãos de areia que permanecerão.
Voas com o som quente da máquina fria da cabeça do Homem…
Abraça-te como nunca, respira…
(e daqui a momentos?)
Sexta-feira, Agosto 31, 2007
Lusofonia (I)

A dificuldade em perceber o real significado desta palavra maior começa no preciso momento em que se procura por ela num qualquer dicionário.
Numa das muitas conversas, que correram soltas de qualquer rédia, com um amigo que tem a sorte de fazer o seu dia-a-dia num desses muitos espaços lusófonos ( como mandam as leis, estrangeirismos, vão em itálico) - mais precisamente na África continental, especificamente em Angola, Luanda - um dos assuntos abordados, foi, como deixa prever o título deste post, a Lusofonia. Discutimos a sua importância e o seu papel e nunca nos passou pela cabeça falar da sua existência ou inexistência.
Bom , mas antes de quase tudo, e poupando-vos de larga e aturada pesquisa, aqui fica o seu significado encontrado na internet (http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx), já que no papel ela teimou em não figurar. Lusofonia - adopção da língua portuguesa como língua oficial, por quem não a tem como língua vernácula; o falar português.
O que é inaceitável é que esta palavra não se passeie vulgarmente por aí, no mínimo é o que se pede. E isto deve pedir-se ou não fosse a Lusofonia esse espantoso espaço de promoção de cumplicidades, e fonte de cooperação e entendimento entre diferentes culturas sem conhecer o que quer dizer fronteiras, ou barreiras, como queiram. A Lusofonia é muito mais que isto e não figura em muitos dos dicionários e enciplopédias em que supostamente deveriamos confiar.
Para terminar este capítulo denuncio que na enciclopédia do Público o mais parecido que eu encontrei foi a palavra «lusofobia».
No próximo capítulo proponho que se fale do que é a Lusofonia, enquanto conceito, ultrapassada que foi a fossa.
Até já!
A discussão continua neste particular espaço lusófono: http://angolapelosmeusolhos.blogspot.com/
Quarta-feira, Agosto 22, 2007
Quinta-feira, Agosto 16, 2007
Sexta-feira, Agosto 10, 2007
Quinta-feira, Agosto 09, 2007
Segunda-feira, Agosto 06, 2007
ESCORRO

Apetecia-me escrever sobre a água do Mar… O modo como permanentemente se vai mutando em diferentes tonalidades, à medida das curvas das ondas, ao fulgor das luzes solares e outras que a tomam, à benção cósmica despoletada pelos Deuses e pela Lua, às correntes, à orientação, ao recorte das costas, à simples pedra (jogada por um rapazinho que descobre) que lhe impõe infinitamente um contínuo de consequências, entre elas este registo, não só do ponto de vista da memória, mas mesmo físico.
Por tudo isto e por todo o existente, me apetecia escrever sobre a água do Mar, talvez também a do Rio, das Ribeiras, dos Lagos, das Lagoas, Cachoeiras, Charcos, gotas de outras escalas, lágrimas de outros rostos…
Mas não o vou fazer !?!
Por tudo isto e por todo o existente, me apetecia escrever sobre a água do Mar, talvez também a do Rio, das Ribeiras, dos Lagos, das Lagoas, Cachoeiras, Charcos, gotas de outras escalas, lágrimas de outros rostos…
Mas não o vou fazer !?!
Olhá-la, senti-la, respirá-la, recriá-la…
Escreverei então, a consequência da água do Mar nestes meus minutos de contemplação, solidão, temperamento, tédio, procura, noite, degustação, saudade, vontade, insanidade, Mar!
Sim fui / sou Mar, e a pedra que chapinha…
Sim fui / sou Mar, e a pedra que chapinha…
Apetece-me!
Terça-feira, Julho 31, 2007
Utilidade e Paisagem

São quatro e falam alto.
É noite e são sereias.
São quatro e cinco e, não são sereias mas, continua a ser noite.
Os caminhos, de noite, embora sejam iguais de dia são diferentes à noite, são outros, ainda que infelizmente, na maioria das vezes sejam os mesmos.
São quatro e trinta, riem alto e são sereias, outras sereias mas, sereias outra vez.
São quatro (e quarenta) sereias, e é noite.
Segunda-feira, Julho 23, 2007
La Santa Inquisición
Está na forja uma nova lei: o Governo espanhol propõe-se oferecer 2500 euros aos casais que tenham segundos filhos (não sei se também às mães e aos menos prováveis pais solteiros). Ainda não tenho a certeza se já foi aprovada ou se é apenas um projecto, mas sei que é uma lei com muita forma.
A respeito, na passada quarta-feira saiu às bancas uma das revistas que dizem ser das mais sórdidas de todo o Estado e que, por ironia, se chama quinta-feira (jueves). Na capa encontramos caricaturados os príncipes Felipe e Leticia buscando uma nova pensão governamental que lhes possa ajudar a sobreviver.

Resultado? Apenas 2 horas nas bancas. E não, não estiveram tão pouco tempo em venda devido à procura desenfreada de qualquer cidadão perverso, bem-humorado ou mesmo sarcástico. Estiveram tão pouco tempo nas bancas porque simplesmente foram mandadas retirar pelo Governo devido ao seu conteúdo considerado obsceno.
Do meu ponto de vista não está em causa o conteúdo da capa. Este é de facto muito forte e arrojado, isto para usar palavras bonitas. Está sim em causa a liberdade de expressão. Até onde é que esta poderá ir? E até que ponto se aceita a existência de CENSURA num Estado europeu democrático em pleno século XXI? A verdade é que eu nem tinha visto a dita capa (nem conhecia a referida revista), mas a corrosiva censura deu-lhe uma força tal que comecei a semana de trabalho abrindo um mail com a imagem da capa digitalizada. Agora esta corre rápido pelas auto-estradas da informação...
Não sei não, mas parece-me que desta vez saiu o tiro pela culatra aos cinzentos senhores do Poder...
A respeito, na passada quarta-feira saiu às bancas uma das revistas que dizem ser das mais sórdidas de todo o Estado e que, por ironia, se chama quinta-feira (jueves). Na capa encontramos caricaturados os príncipes Felipe e Leticia buscando uma nova pensão governamental que lhes possa ajudar a sobreviver.

Resultado? Apenas 2 horas nas bancas. E não, não estiveram tão pouco tempo em venda devido à procura desenfreada de qualquer cidadão perverso, bem-humorado ou mesmo sarcástico. Estiveram tão pouco tempo nas bancas porque simplesmente foram mandadas retirar pelo Governo devido ao seu conteúdo considerado obsceno.
Do meu ponto de vista não está em causa o conteúdo da capa. Este é de facto muito forte e arrojado, isto para usar palavras bonitas. Está sim em causa a liberdade de expressão. Até onde é que esta poderá ir? E até que ponto se aceita a existência de CENSURA num Estado europeu democrático em pleno século XXI? A verdade é que eu nem tinha visto a dita capa (nem conhecia a referida revista), mas a corrosiva censura deu-lhe uma força tal que comecei a semana de trabalho abrindo um mail com a imagem da capa digitalizada. Agora esta corre rápido pelas auto-estradas da informação...
Não sei não, mas parece-me que desta vez saiu o tiro pela culatra aos cinzentos senhores do Poder...
Quinta-feira, Junho 28, 2007
Sábado, Junho 23, 2007
"Utilizemos a pirotecnía com senso"
Como é por demais sabido pelos caros visitantes que ao longo destes meus dois anos por terras catalãs tiveram a oportunidade - e me deram a felicidade - de vir cá, existe por aqui uma tradição, diria mesmo que uma cultura mitológica, em relação a tudo o que se relaciona com o fogo, sobretudo quando este ocorre sob a forma de explosões.
Assim, podemos encontrar como festa de maior expressão por estas bandas a noite de São João que é precisamente hoje. Lembro-me bem do meu primeiro São João em que acabei por dormir fora porque tive medo de vir para casa. Os olhos já me ardiam e os ouvidos já me doíam de tanta explosão e fogo de artificio de trazer por casa. Era ver os avós a incentivarem os netos para explodirem petardos, grávidas a incendiar cintas rastejantes, casais apaixonados a dançar entre fogueiras. Por estes dias encontramos também grandes tiradas de bom humor, isto quando calmamente tomamos o café numa qualquer explanada e algum engraçadinho se lembra de fazer rebentar um morteirozinho mesmo ao nosso lado... Quando me aconteceu não consegui parar de rir! De facto, a meu ver, Barcelona é nesta noite - e nestes dias - uma cidade em estado de sítio.
O mais curioso é que Barcelona foi também a primeira cidade a ser bombardeada e destruída por alturas da guerra civil espanhola. Ironias da chamada "cultura"...
Bem, mas este post não surge apenas porque quis contar uma história sobre aquele que penso ser o único choque cultural que eu - rapazinho de uma aldeia portuguesa que é famosa pela qualidade do pão - encontrei nesta minha casa de adopção. Deve-se sim ao link de recomendações pirotécnicas que encontrei no site da Câmara Municipal de Barcelona. A capa deste apresenta uma família feliz com os típicos pai e mãe juntamente com os três petizes a explodirem bombinhas de São João. Vale a pena deter-nos um pouco a observar a alegria desta família numa das suas actividades conjuntas. Realmente a grande questão de como se gasta o tempo em família relaciona-se com a qualidade com que este mesmo tempo é gasto.

Gosto especialmente do pormenor do pai a enviar um fogo de artificio para o ar enquanto tem um morteiro na outra mão que por sinal parece estar a incendiar o cabelo da mãe.
Neste livro encontramos também as seguintes recomendações:
- Aconselha-se não guardar nenhum artigo pirotécnico nos bolsos, já que estes podem causar lesões, APESAR DE TUDO, graves.
- Avisa-se que não se podem enviar petardos contra as pessoas.
- Aconselha-se fechar as janelas durante a noite para que não entre nenhum produto pirotécnico em casa.
Recomendações estas que são apresentadas entre outras com um nível não tão surpreendente. De qualquer das maneiras não é a prevenção que é criticável. Do meu ponto de vista, é sim criticável a aceitação desta situação como algo dentro da normalidade.
No entanto, há já uns meses que toda e qualquer dúvida que tinha em relação ao espírito bombástico destes nossos vizinhos catalães ficou dissipada. Tudo porque um caro amigo de visita, um vigilante atento, se deu conta que a palavra "bombeiros" em catalão se diz "BOMBERS"! Hehe! Nesse momento ficou tudo mais claro!
A ver vamos que coisas fantásticas verão os meus olhos esta noite. Para não me meter em filmes decidi passar o São João em casa de uns amigos bascos. É que com estes sei que não terei qualquer tipo de problema relacionado com bombas e, muito menos, com explosões!
Assim, podemos encontrar como festa de maior expressão por estas bandas a noite de São João que é precisamente hoje. Lembro-me bem do meu primeiro São João em que acabei por dormir fora porque tive medo de vir para casa. Os olhos já me ardiam e os ouvidos já me doíam de tanta explosão e fogo de artificio de trazer por casa. Era ver os avós a incentivarem os netos para explodirem petardos, grávidas a incendiar cintas rastejantes, casais apaixonados a dançar entre fogueiras. Por estes dias encontramos também grandes tiradas de bom humor, isto quando calmamente tomamos o café numa qualquer explanada e algum engraçadinho se lembra de fazer rebentar um morteirozinho mesmo ao nosso lado... Quando me aconteceu não consegui parar de rir! De facto, a meu ver, Barcelona é nesta noite - e nestes dias - uma cidade em estado de sítio.
O mais curioso é que Barcelona foi também a primeira cidade a ser bombardeada e destruída por alturas da guerra civil espanhola. Ironias da chamada "cultura"...
Bem, mas este post não surge apenas porque quis contar uma história sobre aquele que penso ser o único choque cultural que eu - rapazinho de uma aldeia portuguesa que é famosa pela qualidade do pão - encontrei nesta minha casa de adopção. Deve-se sim ao link de recomendações pirotécnicas que encontrei no site da Câmara Municipal de Barcelona. A capa deste apresenta uma família feliz com os típicos pai e mãe juntamente com os três petizes a explodirem bombinhas de São João. Vale a pena deter-nos um pouco a observar a alegria desta família numa das suas actividades conjuntas. Realmente a grande questão de como se gasta o tempo em família relaciona-se com a qualidade com que este mesmo tempo é gasto.

Gosto especialmente do pormenor do pai a enviar um fogo de artificio para o ar enquanto tem um morteiro na outra mão que por sinal parece estar a incendiar o cabelo da mãe.
Neste livro encontramos também as seguintes recomendações:
- Aconselha-se não guardar nenhum artigo pirotécnico nos bolsos, já que estes podem causar lesões, APESAR DE TUDO, graves.
- Avisa-se que não se podem enviar petardos contra as pessoas.
- Aconselha-se fechar as janelas durante a noite para que não entre nenhum produto pirotécnico em casa.
Recomendações estas que são apresentadas entre outras com um nível não tão surpreendente. De qualquer das maneiras não é a prevenção que é criticável. Do meu ponto de vista, é sim criticável a aceitação desta situação como algo dentro da normalidade.
No entanto, há já uns meses que toda e qualquer dúvida que tinha em relação ao espírito bombástico destes nossos vizinhos catalães ficou dissipada. Tudo porque um caro amigo de visita, um vigilante atento, se deu conta que a palavra "bombeiros" em catalão se diz "BOMBERS"! Hehe! Nesse momento ficou tudo mais claro!
A ver vamos que coisas fantásticas verão os meus olhos esta noite. Para não me meter em filmes decidi passar o São João em casa de uns amigos bascos. É que com estes sei que não terei qualquer tipo de problema relacionado com bombas e, muito menos, com explosões!
Sábado, Junho 09, 2007
Terça-feira, Maio 22, 2007
Este esboço é para ler com o djiridoo a tocar bem alto!
O silêncio do vale é interrompido pelo ecoar da voz que avisa a hora da oração. Crentes e não crentes abrem os seus corações. Uns viram-se para Meca e exploram a sua fé. Outros tragam mais uma cerveja, dão um e outro abraço, caminham em frente com passos seguros de alegria, olham para o horizonte e sentem o que é isso da amizade afinal.
O sol abrasador esconde-se, aqui e ali, atrás das nuvens. Menos tímidos, os sorrisos mostram-se mesmo entre a chuva. Afinal de contas, o verdadeiro mundo alternativo é simples mas não menos admirável. Um banho no rio, um passeio no mercado, um olhar o castelo, um sentar-se na muralha. Um tocar e cantar tão alto e bem quanto se possa.
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Já é noite. Mais ou menos satisfeitos com o decorrer do jantar (refiro-me, obviamente, ao mero acto de comer, porque a comunhão da mesa em conjunto alimentou-nos sempre como nunca) descemos a ladeira e umas quantas escadas que pouco custavam até ao cais. Outrora, ou noutra hora, um local de chegada e partida de barcos. Agora, o porto onde podemos sentir novas aragens feitas por sons e tons tão exóticos. A cultura mais tradicional mistura-se na perfeição com as novas ondas que nos chegam do futuro. São irmãs. O corpo, esse, baila (sor)rindo.
Entretanto, o sol nasce e é hora de dormir. Daqui a 2 anos há mais. Com este tempo que temos pela frente aprendemos também a perceber a paciência. A tê-la por companheira. Não tarda lá estaremos outra vez e Mértola nos dirá, ao melhor estilo de Sérgio Godinho, "ainda bem que voltaste". Sabe bem ser recebido assim pelos braços abertos da vida.
O sentimento esse fica. E todos temos a obrigação de partilha-lo com o nosso mundo real. Dentro de nós, a emoção é tal que me recorda uma frase de um caro amigo de viagem, naquelas mensagens que sempre trocamos entre os privilegiados das grandes jornadas: "haverá riqueza mais apetecível do que um sentimento de bastante???"
Pela parte que me toca, como sempre mas mais que nunca, obrigado meus irmãos! A gratidão por tamanha alegria que me acompanha o dia é infinita...
O sol abrasador esconde-se, aqui e ali, atrás das nuvens. Menos tímidos, os sorrisos mostram-se mesmo entre a chuva. Afinal de contas, o verdadeiro mundo alternativo é simples mas não menos admirável. Um banho no rio, um passeio no mercado, um olhar o castelo, um sentar-se na muralha. Um tocar e cantar tão alto e bem quanto se possa.
Já é noite. Mais ou menos satisfeitos com o decorrer do jantar (refiro-me, obviamente, ao mero acto de comer, porque a comunhão da mesa em conjunto alimentou-nos sempre como nunca) descemos a ladeira e umas quantas escadas que pouco custavam até ao cais. Outrora, ou noutra hora, um local de chegada e partida de barcos. Agora, o porto onde podemos sentir novas aragens feitas por sons e tons tão exóticos. A cultura mais tradicional mistura-se na perfeição com as novas ondas que nos chegam do futuro. São irmãs. O corpo, esse, baila (sor)rindo.
Entretanto, o sol nasce e é hora de dormir. Daqui a 2 anos há mais. Com este tempo que temos pela frente aprendemos também a perceber a paciência. A tê-la por companheira. Não tarda lá estaremos outra vez e Mértola nos dirá, ao melhor estilo de Sérgio Godinho, "ainda bem que voltaste". Sabe bem ser recebido assim pelos braços abertos da vida.
O sentimento esse fica. E todos temos a obrigação de partilha-lo com o nosso mundo real. Dentro de nós, a emoção é tal que me recorda uma frase de um caro amigo de viagem, naquelas mensagens que sempre trocamos entre os privilegiados das grandes jornadas: "haverá riqueza mais apetecível do que um sentimento de bastante???"
Pela parte que me toca, como sempre mas mais que nunca, obrigado meus irmãos! A gratidão por tamanha alegria que me acompanha o dia é infinita...
Domingo, Maio 20, 2007
INLAND EMPIRE
Jogos entre presente e passado, realidade e ficção. Palavras e imagens que ecoam durante todo o filme (AXXºnN, What time is it?, język polski, o marido ciumento,...). As mansões e os becos escuros de Hollywood. O Cinema: o processo de criação, as filmagens, a esquizofrenia dos actores. Uma banda sonora que inclui "The Loco-Motion" cantada por Little Eva, mas também, "Black Tambourine" do Beck, entre outras músicas e ambientes sonoros totalmente díspares.
INLAND EMPIRE deve, realmente, ser uma experiência cinematográfica excelente, para quem o conseguir entender. Alguém me consegue dar umas luzes?
INLAND EMPIRE deve, realmente, ser uma experiência cinematográfica excelente, para quem o conseguir entender. Alguém me consegue dar umas luzes?







